2005/05/03

Modelismo estático (VI)

Nesta fotografia podem ver-se melhor os brilhos da pelagem clara.



Brilhos no pelo.
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2005/05/01

Já não sou Míope!!!

Fiz uma cirurgia de correcção da míopia, com laser, no dia 28.
Hoje já vejo perfeitamente.
Como uso óculos desde os 7 anos não me lembro de alguma vez ter visto tão bem, nem com óculos via como vejo hoje.

2005/04/22

Rússia tenta resistir ao avanço do império americano

A rússia continua a tentar proteger as suas fronteiras dos avanços americanos, aliando-se a regimes autoritários e expansionistas como o da Síria.

A venda de mísseis terra-ar para proteger o espaço aéreo da Síria num momento em que os EUA fornecem novos caças a Israel, além de pressionarem fortemente a Síria para haverem mudanças políticas, é mais um movimento num jogo de poder que nunca deixou de existir.

Al Jazeera

2005/04/19

Na minha mesa de cabeceira

Acabei de ler "O Jardim da Delícias" de João Aguiar, Edições ASA, 2005.

É o quarto texto de João Aguiar que leio, antes li as suas obras passadas na época de Viriato e Sertório. Todos eles nos levam para longe no tempo, mas fisicamente perto pois a narrativa localiza-se no espaço físico de Portugal. A diferença deste livro em relação aos outros é que o espaço temporal é futuro em vez de passado.

O autor apresenta uma visão céptica do futuro da União Europeia, um vislumbre de um futuro possível em que as nações e os estados da Europa perdem importância dentro da “Federação” dominada por poderes económicos. Nesse cenário a transformação da União Europeia numa plutocracia centralista leva ao surgimento de movimentos “integristas” que defendem o regresso de autoridade aos estados, nessa altura chamados de “regiões”.

Tudo acaba mal com um conflito generalizado entre “integristas” e “Federação”, com o personagem principal, um jornalista que se alimenta de álcool, a ficar no meio criticando ambas partes do conflito.

Interessante o conceito de “equilíbrio dinâmico” que o autor apresenta como alternativa ao movimento pendular que as sociedades humanas tendem a efectuar entre o autoritarismo e a anarquia.

2005/04/15

Modelismo estático (V)

Para pintar a albarda não podia usar directamente a cor de aço, este personagem não teria grande cuidado com a manutenção das armas, misturei um pouco de carmim e de castanho para dar um aspecto enferrujado à lâmina.

Para o gume usei a cor de aço sem misturas, porque a besta poderia não ter cuidado com a arma, mas esta teria sempre que estar funcional, i.e., afiada. Ainda pensei em pintar alguns vestígios de sangue na lâmina, mas depois desisti...

As peça de bronze têm duas cores diferentes, juntei um pouco de preto à cor bronze e usei essa mistura como cor base. Os brilhos são cor bronze sem misturas, as sombras são preto que pintem antes de aplicar a cor base, como a tinta estava diluída continua a notar-se diferença.

Na fivela a diferença de brilho que se nota entre a parte de cima e a parte de baixo é artificial, não é só o reflexo do flash da máquina, a parte de cima tem a cor bronze sem mistura que não está na parte de baixo da fivela.


Alguns metais
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2005/04/14

No meu leitor de MP3

"The Art of Rebellion" de Suicidal Tendencies
"Reinventing the Steel" de Pantera

2005/04/12

Burgos em Dezembro de 2004.


Rio Arlazon em Brugos, Espanha
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2005/04/08

*Informatiquês

No campo semântico da Informática há uma grande dificuldade em traduzir para a língua portuguesa expressões oriundas da língua que domina esta área, o inglês.

Os informáticos têm, normalmente, um domínio da língua portuguesa limitado, a sua formação académica não dá grande importância ao desenvolvimento de competências linguísticas, sentem-se desconfortáveis ao escrever documentos que vão ser lidos por várias pessoas e refugiam-se nos anglicismos para compensar a dificuldade que têm na sua língua materna. Ou pelo menos esta é a opinião que os linguistas têm dos informáticos, mas há alguns pormenores dignos de menção e que pesam na defesa dos técnicos de informática.

Quando se elabora um texto quer-se que ele seja lido e, mais importante, que seja compreendido. Se um informático não utilizar palavras como hardware, software, cluster ou web num texto destinado a outros informáticos, o mais provável é que a comunicação falhe. Traduzir hardware por “suporte físico” ou software por “suporte lógico” ou web por “teia” num meio técnico onde todos os interlocutores são especialistas é criar ruído que impede a comunicação.

Até certo ponto é justificável esta utilização de termos emprestados do inglês, mas há outras utilizações que são desnecessárias, por exemplo printer, screen ou board, e são facilmente evitáveis sem recorrer a expressões estranhas aos destinatários da comunicação.

Menos justificáveis são as traduções desnecessárias, como já exemplifiquei com o verbo *modelizar, que se sobrepõem a palavras já existente em português. Num exemplo muito comum surgiram os verbos *encriptar e *desencriptar, a partir do inglês to encrypt e to decrypt; e a palavra *encriptação que surge da tradução de encryption. Em vez *encriptar devemos usar o verbo “cifrar”, em vez de *desencriptar devemos usar o verbo “decifrar” e em vez de *encriptação devemos usar “cifração”.

2005/04/07

Galiza Setembro de 2004


Porto de Cambados, Galiza, Espanha
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2005/04/04

Modelismo estático (IV)

Com a segunda cor de pelagem e mais qualquer coisa já começa a parecer-se com alguma coisa. Ainda falta dar as sombras e os brilho.


Cor base da pelagem clara.
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2005/04/02

Modelismo estático (III)

Aqui vê-se o resultado de uma experiência falhada, tentei pintar as sombras antes das cores base com o intuito de colocar camadas finas de tinta da cor base de forma a deixar ver as sombras por debaixo. Aqui podemos ver as sombras sobre o primário, ainda só com a cor base castanho escuro, mas nas próximas fotografias veremos que aquilo que me pareceu uma boa ideia não deu grandes resultados.

O brilho do castanho escuro deve-se à secagem incompleta da tinta, a ideia é que a miniatura tenha um aspecto realista, não é que pareça ter sido mergulhada num frasco de verniz.


Base do pelo escuro
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2005/03/30

Modelismo estático (II)

Algum do material utilizado na pintura.


Material de pintura
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2005/03/29

Modelismo estático (I)

Vou publicar várias fotos que vão acompanhar o processo de pintura de um modelo, neste caso um figura fantástica da Games Workshop.

Nesta primeira foto vemos a figura após da aplicação do primário, um spray branco que irá servir de base para as tintas, que sucedeu à remoção das marcas do molde com uma lâmina.


Figura com primário
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2005/03/28

Nova fase.

Vou iniciar uma nova fase deste blog devido a limitações de tempo, e de inspiração, vou publicar uma série de artigos com fotos.

A primeira foto tirei-a em Burgos, em Dezembro de 2005, logo após o grande nevão que afectou o norte de Espanha.



Ponte sobre o Rio Arlazon em Burgos, Espanha
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2005/03/22

Cansado

Estou cansado.

2005/02/21

A informática e a nossa língua

A informática tem disso uma área onde os estrangeirismos e os neologismos mais têm atacado a língua portuguesa, com novos substantivos, novos verbos e novos adjectivos.

Mas com o tempo isto tem mudado, hoje os programadores já não dizem "web page", expressão que foi trocada pela palavra “página”; na revista interna da minha empresa a palavra inglesa “sites” foi substituída por “sítio” e “impressora” ganhou a competição com “printer”.

Agora ocorre outro fenómeno que é a tradução desnecessária, e a criação de novas palavras portuguesas quando já existem outras com significados semelhantes. A partir da palavra “modeling” surge a tradução *modelizando e daí o verbo *modelizar. Na frase em inglês “there are many tools used in software modeling”, o significado de “modeling” é, claramente, elaborar modelos; o verbo modelar tem exactamente esse significado pelo que não se justifica a criação de um novo verbo.

2005/02/20

Não é pouco

Não é pouco haver eleições.
Não é pouco um partido deixar o poder.
Não é pouco um líder demitir-se das suas funções.

Nada disto é pouco, nada disto é normal nem na história do homem nem no momento actual do homem.

2005/02/19

Porque gritam os metaleiros?

Muita vezes me perguntam porque é que algumas bandas de Heavy Metal gritam em vez de cantar. Para quem não conhece este tipo de música faz alguma confusão ouvir Sepultura pela primeira vez, depois olham-me com uma xpressão incrédula e dizem:

- Tu gostas disto? Mas eles estão a gritar, como é possível que gostes disto? Nem se percebe o que eles dizem.

Ao que eu respondo:

- Eles gritam porque o que estão a dizer é para ser dito aos gritos. E quando tenho dúvidas sobre o que dizem vou ler as letras que vêm nos CDs.

Quase sempre me parece que as pessoas estão de tal maneira chocadas que nem compreendem o que lhes digo.

"Rio summit, '92
Street people kidnapped
Hid from view
"To save the earth"
Our rules met
Some had other
Secret plans

No... No... No... No...

Biotech
Biotech
Biotech
Biotech
Say what?

Strip-mine the amazon
Of cells of life itself
Gold rush for genes is on
Natives get nothing

Biotech
Biotech
Biotech
Biotech
Is Godzilla

Mutations cooked in labs
Money - mad experiments
New food + medicine?
New germ + accidents!
Like Cubatão
"World's most polluted town"
Air melts your face
Deformed children all around

Biotechnology
Ain't what's so bad
Like all technology
It's in the wrong hands

Cutthroat corporations
Don't give a damn
When lots of people die
From what they've made

Biotech
Biotech
Biotech
Is A.I.D.S.?

Stop!!"


Sepultura, Biothec is Godzilla, do álbum Chaos AD

2005/02/17

Apelo ao voto.

Votem.

A abstenção é um inimigo da democracia e do exercício do poder de uma forma legitima.

Se não sabem em quem talvez isto ajude.

2005/02/16

Moedas

Hoje tinha na mão três moedas de dois euros, uma portuguesa, uma espanhola e outra francesa; nunca tinha pensado muito na escolha das figuras das faces nacionais, mas ao olhar para elas pensei que reflectiam a forma como os vários povos se vêem, ou como querem que os outros os vejam.

A moeda portuguesa tem um selo real de 1142, fazendo referência à existência quase milenar da nação e do estado português, transportando-nos através dos séculos da nossa história. É um sinal a quem os portugueses associam um significado, mas os estrangeiros terão alguma dificuldade em compreender essa imagem.

A espanhola tem a face do rei Juan Carlos, esta escolha tem um duplo efeito, por um lado o rei é o que muitas vezes mantêm a Espanha unida, que cola as várias nações que constituem o estado espanhol, qualquer outro símbolo correria o risco de ser mais conotado com esta ou aquela nacionalidade, causando a rejeição por parte dos restantes espanhóis; por outro lado o rei é visto em Espanha como alguém que representa o país no exterior, esse argumento é utilizado para defender a monarquia, para algumas pessoas é o único argumento, e os espanhóis gostam de pensar que o rei é mais conhecido no estrangeiro do que a própria Espanha.

A francesa tem uma árvore estilizada e na sua copa, à laia de frutos, tem os motes da revolução francesa: "Liberté, Egalité, Fraternité". Mais uma referência histórica, desta vez mais recente, mas direccionada tanto aos franceses como aos restantes europeus. Muitos franceses, além de considerarem que as sociedades europeias actual se filiam na sua revolução, gostam de relembrar aos outros a suas vitórias e até de exigir algum reconhecimento.