Tenho que.
Agora.
Antes doutros.
Perfeitamente.
Tentando tudo obter
agarrando o prazer
ancorando aí o momento
perpetuando o sofrimento
E agora Quero!
Quero mais!
Estou cansado...
Vou perder... ... ...
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2006/10/18
2006/01/12
Sem título
Que alegria,
perdi-me.
Há muito que não ria,
então, de fora, vi-me.
Pensava-me diferente,
mas sou igual.
A unicidade da mente,
uma ilusão existencial.
Vi o Sofrimento.
Vi a sua fonte.
Vi o seu cessamento.
Caminhei para lá da fonte.
Olhei para nós,
não mais para mim,
ouvi a pura voz
que se ouve sem fim.
Mil braços se estenderão
sem nunca se cansarem
retirando-nos da escuridão.
Enquanto os grãos não cairem,
todos sem excepção,
não deixarão de existir.
perdi-me.
Há muito que não ria,
então, de fora, vi-me.
Pensava-me diferente,
mas sou igual.
A unicidade da mente,
uma ilusão existencial.
Vi o Sofrimento.
Vi a sua fonte.
Vi o seu cessamento.
Caminhei para lá da fonte.
Olhei para nós,
não mais para mim,
ouvi a pura voz
que se ouve sem fim.
Mil braços se estenderão
sem nunca se cansarem
retirando-nos da escuridão.
Enquanto os grãos não cairem,
todos sem excepção,
não deixarão de existir.
2005/05/14
Asas
Hoje cresceram,
belas e harmoniosas,
Nas costas
Duas asas surgiram.
A mente limpou-se
e vindas de cima,
sem se sujarem na alma,
concretizaram-se.
Usei-as para voar.
Deixei de ser marioneta,
voei acima do mestre
e vi sem pensamentos.
A luz libertou
e limpou,
mas foi o som
que modificou.
Reprodução proibida sem autorização (isto fica sempre bem na Internet)
Rui Sousa, Dezembro de 2004
Escrito a ouvir Master of Puppets de Metallica
belas e harmoniosas,
Nas costas
Duas asas surgiram.
A mente limpou-se
e vindas de cima,
sem se sujarem na alma,
concretizaram-se.
Usei-as para voar.
Deixei de ser marioneta,
voei acima do mestre
e vi sem pensamentos.
A luz libertou
e limpou,
mas foi o som
que modificou.
Reprodução proibida sem autorização (isto fica sempre bem na Internet)
Rui Sousa, Dezembro de 2004
Escrito a ouvir Master of Puppets de Metallica
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