"Youthnasia" de Megadeth
"Steal this album!" de System of a Down
2005/02/03
2005/01/31
A águia aproxima-se da toca do urso ferido
Uma nova guerra fria começa a surgir, com os mesmos protagonistas, mas sem o equilíbrio de antes.
De um lado um império em expansão, moralizado pela recentes vitórias, agressivo e ameaçador. A águia sobrevoa os coelhos e prepara-se para atacar mais uma vez.
O voo
Do outro lado um urso ferido esconde-se nas ruínas do império caído e planeia juntar as peças para reconstruir a sua casa.
A ferida
Uma matilha de impérios junta-se para construir algo de novo, mas pode ser apanhada entre a águia e urso. Uma e outro quererão a matilha do seu lado, esta corre o risco de se dividir em duas, ou de ser arrastada para um conflito a que é alheia. Espermos que não.
De um lado um império em expansão, moralizado pela recentes vitórias, agressivo e ameaçador. A águia sobrevoa os coelhos e prepara-se para atacar mais uma vez.
Do outro lado um urso ferido esconde-se nas ruínas do império caído e planeia juntar as peças para reconstruir a sua casa.
Uma matilha de impérios junta-se para construir algo de novo, mas pode ser apanhada entre a águia e urso. Uma e outro quererão a matilha do seu lado, esta corre o risco de se dividir em duas, ou de ser arrastada para um conflito a que é alheia. Espermos que não.
2005/01/26
Outro imperio que se expande...
2005/01/21
2005/01/20
Aqueduto Eifel
O império dos romanos tinha como fronteira com os germanos o Reno, parte do que é hoje a Alemanha foi romanizado e se um germano perguntasse, referindo-se ao domínio romano:
"And what have they ever given us in return?"
a resposta seria:
"The aqueduct."
Para os mais distraídos recomendo a leitura do guião do filme "A Vida de Brian" dos Monty Python.
"And what have they ever given us in return?"
a resposta seria:
"The aqueduct."
Para os mais distraídos recomendo a leitura do guião do filme "A Vida de Brian" dos Monty Python.
2005/01/19
Na minha mesa de cabeceira
Acrescentei à lista de livros que estou a ler o seguinte:
"O Inverno do nosso Descontentamento" de John Steinbeck
"O Inverno do nosso Descontentamento" de John Steinbeck
2005/01/18
O império expande-se
Há poucos dias fiquei um pouco chocado por ver o comentários de alguns iranianos no site da Aljazeera a um artigo que indicava que os americanos estavam a espiar o Irão. Fiquei com a impressão que aquelas pessoas eram um pouco paranóicas.
Mas hoje leio esta notícia do Público e aquilo que li escrito por iranianos já não me parece tão paranóico.
Depois de conquistarem o Afeganistão e o Iraque os americanos preparam-se para atacar a Síria e o Irão. A Rússia começa a não gostar de ter tropas americanas em todos os seus vizinhos do sul, ainda na semana passada fez um acordo de cooperação defensiva com o Irão (contra invasões Extraterrestres, é verdade, mas é um acordo).
O império dos Estados Unidos expande-se. O que me preocupa é que esta política foi tacitamente sancionada pelos cidadãos americanos, eles escolheram este presidente, esta política.
Mas hoje leio esta notícia do Público e aquilo que li escrito por iranianos já não me parece tão paranóico.
Depois de conquistarem o Afeganistão e o Iraque os americanos preparam-se para atacar a Síria e o Irão. A Rússia começa a não gostar de ter tropas americanas em todos os seus vizinhos do sul, ainda na semana passada fez um acordo de cooperação defensiva com o Irão (contra invasões Extraterrestres, é verdade, mas é um acordo).
O império dos Estados Unidos expande-se. O que me preocupa é que esta política foi tacitamente sancionada pelos cidadãos americanos, eles escolheram este presidente, esta política.
2005/01/14
Redemption Song
Old pirates yes they rob I
Sold I to the merchant ships
Minutes after they took I from the
Bottom less pit
But my hand was made strong
By the hand of the almighty
We forward in this generation triumphantly
All I ever had is songs of freedom
Won't you help to sing these songs of freedom
Cause all I ever had redemption songs, redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look
Some say it's just a part of it
We've got to fulfill the book
Won't you help to sing, these songs of freedom
Cause all I ever had, redemption songs, redemption songs, redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look
Yes some say it's just part of it
We've got to fulfill the book
Won't you help to sing, these songs of freedom
Cause all I ever had, redemption songs
All I ever had, redemption songs
These songs of freedom, songs of freedom
Bob Marley, Redemption Song
Sold I to the merchant ships
Minutes after they took I from the
Bottom less pit
But my hand was made strong
By the hand of the almighty
We forward in this generation triumphantly
All I ever had is songs of freedom
Won't you help to sing these songs of freedom
Cause all I ever had redemption songs, redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look
Some say it's just a part of it
We've got to fulfill the book
Won't you help to sing, these songs of freedom
Cause all I ever had, redemption songs, redemption songs, redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look
Yes some say it's just part of it
We've got to fulfill the book
Won't you help to sing, these songs of freedom
Cause all I ever had, redemption songs
All I ever had, redemption songs
These songs of freedom, songs of freedom
Bob Marley, Redemption Song
2005/01/13
Tratado Constitucional
Apesar da polémica à volta do formato da pergunta que será apresentada no referendo para a ratificação do tratado constitucional, o que realmente é importante é que os cidadãos saibam o que estão a votar.
Para isso deve haver um amplo debate sobre o tratado e as suas implicações, deve haver uma campanha de informação à escala nacional e até à escala da União, pois é importante compreender o que os outros membros da união pensam do tratado.
Em Espanha já se prepara essa campanha, em que a televisão e rádio públicas assumiram o papel de veículo da informação.
Tenho esperança de que o mesmo aconteça por cá.
Para isso deve haver um amplo debate sobre o tratado e as suas implicações, deve haver uma campanha de informação à escala nacional e até à escala da União, pois é importante compreender o que os outros membros da união pensam do tratado.
Em Espanha já se prepara essa campanha, em que a televisão e rádio públicas assumiram o papel de veículo da informação.
Tenho esperança de que o mesmo aconteça por cá.
2005/01/11
2005/01/10
Definição de requisitos
Uma fase muito importante de um projecto informático é a definição de requisitos. É nesta fase que a equipa de projecto fala com o cliente para compreender o que ele espera da solução informática que vai ser desenvolvida.
Muitos dos problemas que, de uma forma demasiado costumeira, surgem nestes projectos advêm de problemas na definição dos requisitos, ou até da sua inexistência. Nem sempre é fácil o cliente conseguir explicar o que pretende, sendo o mais comum nem sequer saber o que quer, e também é difícil o informático compreender exactamente as necessidades do cliente. O informático, que tem uma formação técnica especializada, não conhece o negócio do cliente, não faz a mínima ideia de como funciona um aviário ou um laboratório de análises clínicas; por outro lado um engenheiro químico não sabe que informação é relevante para o informático e qual é acessória.
A comunicação entre as partes é delicada e as probabilidades de sucesso são baixas, sendo a informática uma arte nova (só agora começa a haver informáticos na reforma) ainda tem muito que evoluir e da mesma forma que se tem avançado a nível das ferramentas também existe evolução ao nível das metodologias. Para facilitar esta comunicação, e aproximar o projecto do sucesso, na década de noventa surgiu uma linguagem de modelação, a Unified Modeling Language (UML), uma linguagem pictográfica que permite modelar de uma forma acessível a todos as realidades extra-informáticas que têm que ser transpostas para o software.
Tenho utilizado a UML nos últimos projectos em que trabalhei e devo dizer que a diferença é considerável.
Muitos dos problemas que, de uma forma demasiado costumeira, surgem nestes projectos advêm de problemas na definição dos requisitos, ou até da sua inexistência. Nem sempre é fácil o cliente conseguir explicar o que pretende, sendo o mais comum nem sequer saber o que quer, e também é difícil o informático compreender exactamente as necessidades do cliente. O informático, que tem uma formação técnica especializada, não conhece o negócio do cliente, não faz a mínima ideia de como funciona um aviário ou um laboratório de análises clínicas; por outro lado um engenheiro químico não sabe que informação é relevante para o informático e qual é acessória.
A comunicação entre as partes é delicada e as probabilidades de sucesso são baixas, sendo a informática uma arte nova (só agora começa a haver informáticos na reforma) ainda tem muito que evoluir e da mesma forma que se tem avançado a nível das ferramentas também existe evolução ao nível das metodologias. Para facilitar esta comunicação, e aproximar o projecto do sucesso, na década de noventa surgiu uma linguagem de modelação, a Unified Modeling Language (UML), uma linguagem pictográfica que permite modelar de uma forma acessível a todos as realidades extra-informáticas que têm que ser transpostas para o software.
Tenho utilizado a UML nos últimos projectos em que trabalhei e devo dizer que a diferença é considerável.
2005/01/09
The Fight Song
Nothing suffocates you more than
the passing of everyday human events
Isolation is the oxygen mask you make
your children breath into survive
But I'm not a slave to a god
that doesn't exist
But I'm not a slave to world
that doesn't give a shit
And when we were good
you just closed you eyes
So when we are bad
we're going to scar your minds
fight, fight, fight, fight
You'll never grow up to be a big-
rock-star-celebrated-victim-of-your-fame
They'll just cut our wrists like
cheap coupons and say that death
was on sale today
And when we were good
you just closed you eyes
So when we are bad
we're scar your minds
But I'm not a slave to a god
that doesn't exist
But I'm not a slave to world
that doesn't give a shit
the death of one is a tragedy
the death of one is a tragedy
the death of one is a tragedy
but death of a million is just a statistic
fight, fight, fight, fight
Marilyn Manson, The Fight Song.
Um hino ateísta e niilista.
the passing of everyday human events
Isolation is the oxygen mask you make
your children breath into survive
But I'm not a slave to a god
that doesn't exist
But I'm not a slave to world
that doesn't give a shit
And when we were good
you just closed you eyes
So when we are bad
we're going to scar your minds
fight, fight, fight, fight
You'll never grow up to be a big-
rock-star-celebrated-victim-of-your-fame
They'll just cut our wrists like
cheap coupons and say that death
was on sale today
And when we were good
you just closed you eyes
So when we are bad
we're scar your minds
But I'm not a slave to a god
that doesn't exist
But I'm not a slave to world
that doesn't give a shit
the death of one is a tragedy
the death of one is a tragedy
the death of one is a tragedy
but death of a million is just a statistic
fight, fight, fight, fight
Marilyn Manson, The Fight Song.
Um hino ateísta e niilista.
2005/01/07
Estes russos são loucos
Segundo uma notícia publicada na edição inglesa do jornal Pravda não está posta de parte a utilização, pelos americanos, nas eleições presidências da Ucrânia de equipamentos que têm a capacidade de influenciar pessoas a milhares quilómetros de distância.
Só se pode concluir que os americanos são um bocado básicos, senão porque é que ainda não usaram esses equipamentos para convencer o Bin Laden a render-se?
Só se pode concluir que os americanos são um bocado básicos, senão porque é que ainda não usaram esses equipamentos para convencer o Bin Laden a render-se?
2005/01/06
Livros na mesa de cabeceira
Raramente consigo ler menos de seis ou sete livros ao mesmo tempo, durante um período de tempo mais ou menos largo, neste momento a minha mesa de cabeceira tem:
História Concisa da Filosofia Ocidental, Anthony Kenny, Temas & Debates, 1999
Poesia Completa, Cesário Verde, Dom Quixote, 2001
As Aves, Aristófanes, Edições 70, 1989
Historia de la Hispania Romana, A.Tovar y J.M. Blazquez, Alianza Editorial, 1993
Pensamentos para mim Próprio, Marco Aurélio, Editorial Estampa, 1978
O Caminho para a Libertação, Dalai Lama, Temas & Debates, 1994
Os dois primeiros foram prendas de natal, os três últimos estão a ser lidos vai para um ano...
P.S. (Sim, Post Scriptum porque tive que editar o post para adicionar isto):
Dois deles foram comprados via internet e há já algum tempo que não compro livros em livrarias não virtuais.
História Concisa da Filosofia Ocidental, Anthony Kenny, Temas & Debates, 1999
Poesia Completa, Cesário Verde, Dom Quixote, 2001
As Aves, Aristófanes, Edições 70, 1989
Historia de la Hispania Romana, A.Tovar y J.M. Blazquez, Alianza Editorial, 1993
Pensamentos para mim Próprio, Marco Aurélio, Editorial Estampa, 1978
O Caminho para a Libertação, Dalai Lama, Temas & Debates, 1994
Os dois primeiros foram prendas de natal, os três últimos estão a ser lidos vai para um ano...
P.S. (Sim, Post Scriptum porque tive que editar o post para adicionar isto):
Dois deles foram comprados via internet e há já algum tempo que não compro livros em livrarias não virtuais.
2005/01/05
Espanha com morte anunciada?
Com o Plano Ibarretxe o Partido Nacionalista Vasco (PNV) pretende alcançar a independência para o país basco (euskadi), seguindo uma via legal e democrática que passará por alterar a constituição da Monarquia Espanhola.
O próximo passo do plano será um referendo onde a população basca poderá expressar a sua opinião em relação ao tema da independência. Mas este novo estatuto será algo diferente daquilo que é o resultado normal num processo de independência, o plano prevê um País Basco integrado na União Europeia com livre circulação de bens e pessoas; e até com uma relação de qualquer género com o estado espanhol, embora me pareça que essa relação seria sempre de curta duração.
O voto favorável ao Plano poderia ser aproveitado, pela ETA, como argumento de que a população basca apoia a causa separatista, o voto desfavorável não será tão conclusivo porque há a questão de definição da população basca. Não uma resposta consensual à questão "Quem são os bascos?", para o governo central são todos aqueles com residência na comunidade autónoma do "País Vasco"; outros opinam que apenas aqueles que se identificam com a cultura basca são bascos, sendo o domínio da língua basca (euskera) um factor determinante; há também a opinião, mais radical, de que bascos são os que têm os dois apelidos bascos, ou até apenas os que têm os quatros costados bascos.
Segundo números oficiais cerca de 60% da população de euskadi fala euskera, num cenário em que o voto contra o plano ganhe por uma margem pequena a ETA poderá argumentar que o referendo é inválido por dar o direito ao voto a cidadãos espanhóis não bascos.
Em qualquer dos casos a ETA poderá sempre continuar a actuar de acordo com a sua lógica de violência e terror.
Se o Plano acabar por ser aplicado o que fará a Catalunha, onde o partido Esquerda Republicana Catalã (ERC) defende uma solução semelhante à do PNV, e que fará o Bloco Nacionalista Galego (BNG) na Galiza? Será este um prenúncio de morte da Espanha?
O próximo passo do plano será um referendo onde a população basca poderá expressar a sua opinião em relação ao tema da independência. Mas este novo estatuto será algo diferente daquilo que é o resultado normal num processo de independência, o plano prevê um País Basco integrado na União Europeia com livre circulação de bens e pessoas; e até com uma relação de qualquer género com o estado espanhol, embora me pareça que essa relação seria sempre de curta duração.
O voto favorável ao Plano poderia ser aproveitado, pela ETA, como argumento de que a população basca apoia a causa separatista, o voto desfavorável não será tão conclusivo porque há a questão de definição da população basca. Não uma resposta consensual à questão "Quem são os bascos?", para o governo central são todos aqueles com residência na comunidade autónoma do "País Vasco"; outros opinam que apenas aqueles que se identificam com a cultura basca são bascos, sendo o domínio da língua basca (euskera) um factor determinante; há também a opinião, mais radical, de que bascos são os que têm os dois apelidos bascos, ou até apenas os que têm os quatros costados bascos.
Segundo números oficiais cerca de 60% da população de euskadi fala euskera, num cenário em que o voto contra o plano ganhe por uma margem pequena a ETA poderá argumentar que o referendo é inválido por dar o direito ao voto a cidadãos espanhóis não bascos.
Em qualquer dos casos a ETA poderá sempre continuar a actuar de acordo com a sua lógica de violência e terror.
Se o Plano acabar por ser aplicado o que fará a Catalunha, onde o partido Esquerda Republicana Catalã (ERC) defende uma solução semelhante à do PNV, e que fará o Bloco Nacionalista Galego (BNG) na Galiza? Será este um prenúncio de morte da Espanha?
2004/12/20
Bússula Política
Respondi ao questionário do Political Compass, Bússula Política na versão portuguesa disponível no Público, e devo dizer que fiquei surpreendido com o resultado:
Esquerda / Direita: -2.75
Autoritarismo / Libertarianismo: -5.79
Sempre me considerei democrata com tendências anarquistas, mas nunca do centro esquerda... à direita do Socrates?!!!
Fiquei ainda mais chocado quando li, no artigo da autoria de Pedro Magalhães, que "não é por acaso que a maior parte dos bloggers portugueses que vão divulgando os resultados que obtêm no Political Compass, mesmo os que se definem “à direita”, apareçam, por vezes para seu enorme espanto, na “esquerda libertária”. “Esquerda” porque vivem em Portugal e na Europa, partilhando, talvez sem disso se darem conta, dos seus consensos." Disto entendo que o centro dos valores económicos na europa está mais à esquerda do que o centro noutros países, será que os meus -2.75 representarão o centro do eixo económico na Europa?!
Enfim...
nosce te ipsum
A nossa existência é feita de uma sequência de mortes e renascimentos, o nosso eu vai morrendo e outros vão nascendo ao longo do tempo. Há momentos em que nos apercebemos da mudança, que é inevitável, e neles devemos assinar a certidão de óbito do eu morto para receber com alegria o eu acabado de nascer.
Esquerda / Direita: -2.75
Autoritarismo / Libertarianismo: -5.79
Sempre me considerei democrata com tendências anarquistas, mas nunca do centro esquerda... à direita do Socrates?!!!
Fiquei ainda mais chocado quando li, no artigo da autoria de Pedro Magalhães, que "não é por acaso que a maior parte dos bloggers portugueses que vão divulgando os resultados que obtêm no Political Compass, mesmo os que se definem “à direita”, apareçam, por vezes para seu enorme espanto, na “esquerda libertária”. “Esquerda” porque vivem em Portugal e na Europa, partilhando, talvez sem disso se darem conta, dos seus consensos." Disto entendo que o centro dos valores económicos na europa está mais à esquerda do que o centro noutros países, será que os meus -2.75 representarão o centro do eixo económico na Europa?!
Enfim...
nosce te ipsum
A nossa existência é feita de uma sequência de mortes e renascimentos, o nosso eu vai morrendo e outros vão nascendo ao longo do tempo. Há momentos em que nos apercebemos da mudança, que é inevitável, e neles devemos assinar a certidão de óbito do eu morto para receber com alegria o eu acabado de nascer.
2004/12/15
Ideia de cidade II
Na história de Roma de Tito Lívio a fundação de cidades e o conceito de cidade é semelhante à que Sófocles transmite na sua comédia "As Aves".
Neles a fundação de uma cidade é um acto nobre, um acto inspirado que é posto em prática por homens, mas que se aproxima do divino. Ou melhor, aproxima o homem do divino, havendo até vários casos na história em que os fundadores da cidade são divinizados.
A cidade, enquanto abstracção, evolui para a um conceito mais abrangente e mais complexo, mas da mesma natureza, que é a nação. Hoje continuamos a "divinizar" os fundadores da nação, e todos aqueles que tiveram um papel importante na defesa ou na definição da nação. Políticos, artistas e militares, ou os seus feitos, merecem estátuas, nomes de ruas e feriados. O culto que lhes prestamos é cultural ou patriótico, já não é religioso, mas continua a ser um culto.
Do latim civitas vêm as palavras cidade e cidadão, e do grego pólis vêm as palavras política e policía, em Atenas os nossos conceitos de cidadão e de político eram eram um só, sendo que todos os cidadão faziam política na assembleia. Noutras sociedades, como a nossa, esses conceito afastaram-se cada vez até chegar ao ponto de um político ser uma classe de cidadão com privilégios legais e sociais.
O nosso regime político é uma democracia representativa partidária, difere da ateniense por serem os partidos políticos a representar os interesses dos cidadãos na assembleia. O problema deste sistema é a diferença entre a representação dos cidadãos e a representação dos partidos.
Neles a fundação de uma cidade é um acto nobre, um acto inspirado que é posto em prática por homens, mas que se aproxima do divino. Ou melhor, aproxima o homem do divino, havendo até vários casos na história em que os fundadores da cidade são divinizados.
A cidade, enquanto abstracção, evolui para a um conceito mais abrangente e mais complexo, mas da mesma natureza, que é a nação. Hoje continuamos a "divinizar" os fundadores da nação, e todos aqueles que tiveram um papel importante na defesa ou na definição da nação. Políticos, artistas e militares, ou os seus feitos, merecem estátuas, nomes de ruas e feriados. O culto que lhes prestamos é cultural ou patriótico, já não é religioso, mas continua a ser um culto.
Do latim civitas vêm as palavras cidade e cidadão, e do grego pólis vêm as palavras política e policía, em Atenas os nossos conceitos de cidadão e de político eram eram um só, sendo que todos os cidadão faziam política na assembleia. Noutras sociedades, como a nossa, esses conceito afastaram-se cada vez até chegar ao ponto de um político ser uma classe de cidadão com privilégios legais e sociais.
O nosso regime político é uma democracia representativa partidária, difere da ateniense por serem os partidos políticos a representar os interesses dos cidadãos na assembleia. O problema deste sistema é a diferença entre a representação dos cidadãos e a representação dos partidos.
2004/11/27
A ideia de cidade na Grécia antiga
A ideia de cidade na antiga Grécia era, pelo que os livros de história deixam entender, algo vagamente semelhante à nossa ideia de nação. As cidades eram pequenas, Atenas teria menos de 40.000 habitantes e muitas das cidades mais pequenas teriam 10.000 habitantes, dependiam dos terrenos de cultivo e das vias de comunicação nas suas proximidades e havia grande competência entre as cidades.
Em caso de necessidade, por exemplo um acontecimento que destruísse as colheitas, o roubo organizado era uma opção que não se podia ignorar. O exército de uma cidade poderia atacar as zonas mais desprotegidas de outra à procura de alimentos que lhes permitisse sobreviver. A cidade roubada não iria gostar, e pediria compensações, se não se chegasse a acordo iniciava-se a guerra, que culminaria com o ataque directo a uma das cidades.
Numa cidade estado não existiam exércitos organizados e profissionais, a economia e a dimensão das cidades não lhes permitia esse luxo, o exército era constituído por todos os homens livres da cidade, os cidadãos. Todos eles saíam para enfrentar o inimigo, lado a lado combatiam o inimigo da sua cidade.
Após uma batalha às portas da cidade, com as mulheres e crianças a verem desde as muralhas, os soldados vitoriosos eram recebidos em festa, apesar do luto pelos mortos, os vivos eram heróis que tinham protegido a cidade da pilhagem e da escravatura, que tinham protegido os templos dos seus deuses, que tinham garantido a protecção das sementeiras evitando a fome.
A cidade era uma ideia muito importante para um cidadão, ele é parte integrante dela, e ela é parte integrante dele. Deve protegê-la, estimá-la e cuidar dos edifícios, das pessoas, das estátuas, dos deuses, dos campos, dos animais, enfim da cidade. Além de com os seus concidadãos existirem ligações familiares, económicas e de amizade; existia ainda uma forte solidariedade entre aqueles que suavam e sangravam juntos.
Em caso de necessidade, por exemplo um acontecimento que destruísse as colheitas, o roubo organizado era uma opção que não se podia ignorar. O exército de uma cidade poderia atacar as zonas mais desprotegidas de outra à procura de alimentos que lhes permitisse sobreviver. A cidade roubada não iria gostar, e pediria compensações, se não se chegasse a acordo iniciava-se a guerra, que culminaria com o ataque directo a uma das cidades.
Numa cidade estado não existiam exércitos organizados e profissionais, a economia e a dimensão das cidades não lhes permitia esse luxo, o exército era constituído por todos os homens livres da cidade, os cidadãos. Todos eles saíam para enfrentar o inimigo, lado a lado combatiam o inimigo da sua cidade.
Após uma batalha às portas da cidade, com as mulheres e crianças a verem desde as muralhas, os soldados vitoriosos eram recebidos em festa, apesar do luto pelos mortos, os vivos eram heróis que tinham protegido a cidade da pilhagem e da escravatura, que tinham protegido os templos dos seus deuses, que tinham garantido a protecção das sementeiras evitando a fome.
A cidade era uma ideia muito importante para um cidadão, ele é parte integrante dela, e ela é parte integrante dele. Deve protegê-la, estimá-la e cuidar dos edifícios, das pessoas, das estátuas, dos deuses, dos campos, dos animais, enfim da cidade. Além de com os seus concidadãos existirem ligações familiares, económicas e de amizade; existia ainda uma forte solidariedade entre aqueles que suavam e sangravam juntos.
2004/11/21
Estrutura Social de Atenas
Na estrura social de Atenas encontramos os seguintes grupos:
Cidadãos eram todos os homens livres atenienses. Os seu filhos, as suas mulheres e os seus escravos não exerciam o poder. Os cidadãos estavam divididos em grupos, de acordo com os seus rendimentos:
- Mais de quinhentos dracmas: pentacosiomedimnos.
- Mais de trezentos dracmas: cavaleiros
- Mais de duzentos dracmas: zeugitas
- Menos de duzentos dracmas: tetas
Escravos, Atenas era, como todas as pólis gregas, uma cidade esclavagista. Os escravos não tinham direitos políticos e eram meras coisas que se possuíam. Tinham, no entanto, melhores condições de vida que noutras cidades, podendo ascender a um nível de vida superior aos teta.
Estrangeiros viviam na cidade e tinham liberdade de movimentos, mas não participavam no exercício do poder.
De um ponto de vista actual o sistema ateniense pode parecer estranho, uma vez que apenas os cidadãos, cerca de 10% da população total segundo algumas estimativas, detinham o poder; sendo acusados de serem uma aristocracia alargarda, em nada comparável às democracias actuais, no entanto na época destoava imenso das formas de governo autocráticas ou aristocráticas.
Para Atenas a igualdade era um ideal concretizada em três ideias, a Isegoria – a liberdade de expressão; a Isocracia – igualdade de acesso ao poder e a Isonomia – igualdade perante a lei.
Os adversários da democracia argumentavam que dar a todos os cidadãos acesso ao poder promovia a incompetência, por alguns dos cidadãos não terem preparação para o exercício de certos cargos. A solução encontrada por Atenas foi a mesma que a informática encontrou para alguns problemas, a redundância, praticamente todos os cargos eram ocupados por um número elevado de cidadãos.
Cidadãos eram todos os homens livres atenienses. Os seu filhos, as suas mulheres e os seus escravos não exerciam o poder. Os cidadãos estavam divididos em grupos, de acordo com os seus rendimentos:
- Mais de quinhentos dracmas: pentacosiomedimnos.
- Mais de trezentos dracmas: cavaleiros
- Mais de duzentos dracmas: zeugitas
- Menos de duzentos dracmas: tetas
Escravos, Atenas era, como todas as pólis gregas, uma cidade esclavagista. Os escravos não tinham direitos políticos e eram meras coisas que se possuíam. Tinham, no entanto, melhores condições de vida que noutras cidades, podendo ascender a um nível de vida superior aos teta.
Estrangeiros viviam na cidade e tinham liberdade de movimentos, mas não participavam no exercício do poder.
De um ponto de vista actual o sistema ateniense pode parecer estranho, uma vez que apenas os cidadãos, cerca de 10% da população total segundo algumas estimativas, detinham o poder; sendo acusados de serem uma aristocracia alargarda, em nada comparável às democracias actuais, no entanto na época destoava imenso das formas de governo autocráticas ou aristocráticas.
Para Atenas a igualdade era um ideal concretizada em três ideias, a Isegoria – a liberdade de expressão; a Isocracia – igualdade de acesso ao poder e a Isonomia – igualdade perante a lei.
Os adversários da democracia argumentavam que dar a todos os cidadãos acesso ao poder promovia a incompetência, por alguns dos cidadãos não terem preparação para o exercício de certos cargos. A solução encontrada por Atenas foi a mesma que a informática encontrou para alguns problemas, a redundância, praticamente todos os cargos eram ocupados por um número elevado de cidadãos.
2004/11/17
Literatura na antiguidade.
Acabei de fazer o meu exame de Civilizações Pré-Clássicas na Universidade Aberta. Ao estudar para ele encontrei algo que quero partilhar convosco, um poema de Amenófis IV, também conhecido como Akhenaton, dirigido à sua esposa Nefertiti:
"Aspiro o delicado hálito da tua boca.
Todos os dias admiro a tua beleza.
Desejo ardentemente escutar a tua doce voz,
mesmo quando tem a forma do vento do norte,
a fim de que os meus membros rejuvenesçam pelo teu amor.
Dá-me a mão e faz que eu receba o teu espírito
e que eu viva através dele.
Chama eternamente pelo meu nome
e ele jamais será esquecido."
Este poema foi escrito entre 1367 a.C. e 1333 a.C., datas prováveis do reinado de Amenófis IV.
Podem ver o lindo busto de Nefertiti: http://en.wikipedia.org/wiki/Nefertiti
"Aspiro o delicado hálito da tua boca.
Todos os dias admiro a tua beleza.
Desejo ardentemente escutar a tua doce voz,
mesmo quando tem a forma do vento do norte,
a fim de que os meus membros rejuvenesçam pelo teu amor.
Dá-me a mão e faz que eu receba o teu espírito
e que eu viva através dele.
Chama eternamente pelo meu nome
e ele jamais será esquecido."
Este poema foi escrito entre 1367 a.C. e 1333 a.C., datas prováveis do reinado de Amenófis IV.
Podem ver o lindo busto de Nefertiti: http://en.wikipedia.org/wiki/Nefertiti
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